segunda-feira, 31 de março de 2014

Poeta em Observação à Sociedade:


Poeta em Observação à Sociedade:


Levantei-me da cama cedo, como de costume fazia. Vesti-me e resolvi passear pela rua, observando as formas diferentes da vida de cada indíviduo, no seu quotidiano. Sombras. Confesso que para mim, eles eram considerados apenas como se fossem sombras vazias. No centro da cidade, eles caminhavam, apressados. As crianças gritavam parecendo buzinas... As buzinas dos carros que por ali passavam a toda a velocidade. Esta é a típica hora de ponta de uma metrópole.
Caminhei pouco mais de 20 metros até encontrar o meu habitual sítio à sombra; o meu sítio de descanso. Ali tudo é calmo; tudo é perfeito.
Olhando à volta, os patos nadam no rio sem serem detentores de qualquer problema e/ou obrigação - apenas nadar. Eu, vendo-me ali, desejo, por um momento, ser um deles. Desejo ter uma vida como a daquela família de patos, brincando na água. Recordo-me da minha infância por vê-los assim tão pequenos. Quem me dera que tivesse sido tão feliz assim... Senti-me corrompido por uma visão característica do Mundo Actual: "Será que o Homem é feliz? ; Claro que não! O Homem terá sempre asas mas não arriscará a voar."
Com um sorriso sincero no rosto, guardo o meu caderno de anotações, seguindo novamente o caminho para casa. Tornei a ser recheado dos mesmos barulhos característicos de uma cidade que eu dispenso.



Ah! Quem me dera que o barulho dos Homens fosse como o dos patos... Quem me dera!



A autora,
D.

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