Medo... Sem sentido?
Tenho pavor (só medo não chega para descrever este sentimento) de ser para sempre um autêntico trocadilho de ideais errados, sentimentos trocados e expressões desajustadas. É uma amarga mistura de amor e ódio sobre mim mesma. Uma mistura de sorrir e chorar, de querer viver o futuro deixando o passado solto, a divagar em mim. É esta velha questão de querer ser pássaro sem puder voar, desejar ser livre e não me conseguir soltar; querer ser mais valente e não lutar... E porque não tentar? Porquê querer continuar a viver com a ânsia de um dia bater as minhas belas asas, se nunca serei borboleta?
Se passamos a vida a sofrer porque não havemos de tentar a todo o custo emendar os erros pelos quais sofremos com outros erros? Se não sofremos de dor, sofremos de amor. Pelos menos sentimo-nos vivos. Porquê não tentar que dessa vez dê certo? Não somos pássaros. Não temos asas mas há várias formas de voar... Para longe ou de volta a casa. Tanta fuga, tantos erros, tantos desencontros... Valerá a pena? O medo é o ópio do povo.
A autora,
D.
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